O sol a bater no alpendre.
A chuva a caminhar vagarosamente
Vinda do horizonte enevoado.
Perco-me em meio aos sons.
Há barulho demais no mundo!
Há um mundo de interpretações no excesso de barulhos.
Somos seres sem calma,
Pois barulhentos demais o somos.
O barulho foge da calma (ou melhor, o contrário)!
A calma caminha de mãos dadas ao silêncio.
O silêncio, sem saber, acredita-se caminhando sozinho.
E nós, perdidos no meio do caminho,
Entre eles, de mãos dadas
Com o barulho por nós gerado.
Piso no acelerador, o motor ronca.
Quisera eu pisar no freio
E caminhar silenciosamente
Com meus próprios pés já aos calos.
Há aceleradores demais no mundo. Que haja!
A mim, carrego-me por sobre meus pés calejados,
Porém, ainda assim, silencioso e calmo.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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