A criança triste da rua,
Calada, com frio, quase nua,
Despida de amor, carinho e afeto,
Vivia vagando sem pai, sem mãe, sem teto,
Numa vida sem rumo, de futuro incerto.
Ao seu lado, elegantes madames e senhores,
Trafegando indiferentes, em altos clamores
Por tantas riquezas e belezas, sem quaisquer dissabores...
Ela tudo via, simples criança numa tarde fria.
Numa vida sem gosto, perdida naquela via,
Entre carros, madames e senhores...
Sem afeto, carinho ou amores,
Ou quaisquer lampejos de alegria.
Apenas eram, a criança e a via,
Para ela, tudo o que no mundo havia.

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