Um grito me corrói por dentro,Ferrugem, erva-daninha...
Faz-me tropeçar em lágrimas,
E perco a paz que há pouco eu tinha.
Sou forte, mas não sou tanto.
Sofrimento, manifesto em pranto:
Sou o máximo no que tenho feito!
Mas nunca sou o bastante,
Pois o grito me abafa o peito.
Soltar a voz, passando-me por louco...
Abrindo a garganta,
Num longo grito rouco.
Ora, fiz de mim um estarrecido,
E me calo, pouco a pouco, abatido,
E o grito me consome o peito.
A lembrança me mata a alma.
Não fiz nada que me tirasse a vida,
Mas tenho estado morto,
Sem paz, sem calma, sem saída.
Sou filho de Deus,
Espero mudanças.
Espero amor, amizades, esperanças.
Tudo de bom, há de vir.
Soltarei meu grito da garganta,
Vencerei a sombra que me segue,
Que me mata, que me espanta.
A luz, hei de seguir.
Dia após dia, sem parar, nem cair.
À luz, dedico minha existência.
Tenha, oh Deus, piedade e paciência,
Se eu tornar a falhar no porvir.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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