terça-feira, 3 de julho de 2012

Tonto...

Era uma vez um homem tonto.
Gastou tudo em bebidas,
Conto por conto,
E, de bêbado, tropeçou,
Caiu no chão e, pronto,
Ficou assim, caído por lá!
História comum, nas ruas daqui.
Com certeza, nas de todo lugar.
Bêbado daqui, ou de acolá,
Todos caindo de tontos,
Gastando seus contos...
Morrendo de beber e, pronto,
Sem forças para poder parar.
Mais horas se passam,
Lá está o bêbado de novo.
Mais parece um maltrapilho,
Caminhando em meio ao povo.
Todos lhe notam o jeito de andar,
Mas ninguém ali quer lhe ajudar...
''Sai pra lá, tonto!'', disse um;
''Some daqui, tonto!'', disse um outro,
Enquanto ele continuava a caminhar.

Apenas nasceu, cresceu e vive...
Dia após dia, de bar em bar,
Sem nunca ter tido um lar.
Ainda não morreu, mas o queria.
Quem sabe feliz ele seria
Chegando do lado de lá?
Perguntava-se todos os dias,
Mas bebia, sem querer parar,
Pois a angústia lhe consumia,
A ponto de quase lhe matar.
Matava a tristeza na bebida,
E nunca alguém lhe ouvia,
Nem lhe dava um ombro amigo
Para que pudesse chorar.
Pobre bêbado, um vagabundo,
Caído na rua mais uma vez.
É ele que anda errado,
Ou errados são todos vocês?
Pensou...parou...caiu...e ficou.
Mais um bêbado que se foi de vez.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier




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