domingo, 26 de agosto de 2012

Remar



Remar...! Em que lugar eu vou estar depois daqui? Sei lá... Do mar pro chão, do chão pro mar. Andar, remar...e remar. Assim é a vida. Precisamos abandonar a terra firme, correr até o mar e navegar. Assim, descobriremos nós mesmos, com nossos remos em punho - e o coração na boca. A vida é feita de momentos, um a um, dia a dia, lembrança a lembrança - boas ou ruins. Lembranças são águas que passam, feito lágrimas, e deixam marcas no chão, como no coração.  Ah...nada como viver, para aprender a esquecer e não medir o que passou. 

Sim, penso: o tempo é eterno! Mas eu sou?. A espera... Sim, sempre a espera por dias melhores. A eterna dúvida sobre o amanhã, o dia seguinte. As novidades que se nos chegarão... Não quero mais correr...Quero olhar pro chão, sentir a caminhada sob meus pés. Calmo, sereno. Firme! Nada de correr. Apenas seguir e viver.

Navegar não é em vão. É crescer, vivenciar, aprender a receber e dar, doar e perdoar. Nisso está o aprendizado do mar que navegamos chamando-o de vida. Mas não dá. Desse jeito assim, o que fazer? Temos errado muito. Atropelamo-nos em nossos erros, e sofremos. Não quero sofrer, quero navegar. Até o mar acabar, seguir até acabar. 

Apenas navegar. Seria simples, mas não dá. Sempre existe algo a nos desviar, a nos trazer de volta. A terra firme nos chama e ficamos estagnados obedecendo ao seu chamado. Basta-nos caminhar até o mar e navegar...Simplesmente navegar! Quero ver o mar de perto e, hoje, tenho por mim, é certo: vou chegar! E, enfim, navegar...navegar...navegar, sem parar. Até o fim. Sem parar. Até acabar - ou então, até cansar!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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