O pó da estrada levantou-se com o vento que passou.
Tornou nebulosa a paisagem antes transparente e bela.
Mas, como todo vento passa, foi-se embora a ventania!
Deixará, porém, sequelas de muita desordem, eu sei!
Entretanto, tudo é reorganizado ao seu modo, ao seu tempo.
Passam-se os anos, passam cada um dos passos da caminhada.
Passamos nós mesmos, como tudo que é da vida passa.
Somos apenas parte da paisagem na caminhada, a travessia.
Temos de nos preparar para atingir o outro lado... O outro lado?
O que nos reserva a paisagem além daquilo que podemos ver?
Como saberei o que me espera por detrás da nuvem de poeira?
E a nebulosa à minha frente que formou-se com todo aquele vento?
Resta agora esperar a poeira descer ao seu devido lugar e,
Resta agora esperar a poeira descer ao seu devido lugar e,
No chão, ela deitada e eu em passos firmes,
Rumarei ao futuro, e o destino, a mim, se mostrará!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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