quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ode ao ódio


Parei a caminhada, não lembro quando...
Sinto que o tempo perdido, perdi sonhando!
Sonhava que na vida podia ser vivida amando.
Mas há amores no mundo? Quem estou engando?

Rancores, portas batidas... Vandalismo sentimental?
Dia após dia, remoendo mágoas, ficou em mim um mal.
De todas elas, caem lágrimas que ferem como punhal.
Distraio-me, criando rimas, em meio a dores sem igual.

Cai, gota a gota, o resto de sossego que ainda é meu!
De tudo restará o quê? O que era bom, se perdeu!
Sobrou o vazio, a raiva, um ódio que não morreu...
Pois morto, em meio a tudo, vejo ter sido apenas eu! 
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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