sábado, 29 de junho de 2013

Apenas...!


Tú és para mim um medo triste de perder-te.
Algo que coroa minhas vivências
E destrói minhas esperanças.
Por ter a ti, sou grato.
Se penso em perder-te, morro antecipado,
Pois sem ti, sou raso, vazio, não profundo...
Em perdendo-te, puxo a corda do mundo 
E quero descer!
Não me cabe definir o quanto a amo!
Sei o quão intenso é a ponto de me fazer temer
Deixar existir tal sentimento que, para além de mim,
Transborda e nem em mim mesmo cabe!
Apenas deixo o amor transitar por entre meu sangue
Como um parasita outrora benfazejo!
Apenas deixo meu sangue fluir seguindo seu rumo,
Enquanto permitam-me a vida. É o que desejo!
Apenas...!
Apesar de tudo, sigo existindo com todo esse amor ao peito!
Sigo fingindo-me sabedor das coisas que trago cá dentro.
Sigo, apenas!
O que resta-me além dos tantos passos já dados 
E dos próximos, talvez poucos, ainda por dar?
Uma vez no caminho, resta-nos caminhar!
Caminhe comigo, pois, sem ti, sou pés descalços
Que sangram, doem e impedem-me de seguir!
Preciso de ti não como sola de sapatos, 
Não entenda-me mal,
Mas sim como berço da alma condenada ao meu corpo!
Era apenas isso o que eu tinha a  dizer!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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