Numa tarde simples e vazia,
Ele acordava novamente só.
Perto dele ninguém havia,
Apenas os móveis cobertos de pó.
Há tempos ele não mais saia.
Há tempos nada mais esperava.
Há tempos ninguém percebia
As lágrimas no chão aonde ele estava.
Levantou-se, deu passos rumo à porta,
Porém logo parou e, triste, retrocedeu.
As ruas eram para ele paisagem morta.
Ou era ele o personagem que morreu?
E via-se o chão que continuava molhado...
A paz que faltava transfigurava-se em pranto.
Das lágrimas, surgiam lagos no chão pisado
Postas por sobre ele tal qual um manto.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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