quinta-feira, 10 de julho de 2014

Batidos

A faca que corta não mata mais
Que a dor da perda que à morte exorta.
Queria poder recuperar o amor e, ademais,
Trazer à vida a amada que faz-se morta.

Dia após dia, cultivando sonhos contíguos,
Ser um par pleno, perfeito, que se ama.
Sentir palpitarem sentimentos ambíguos
Do amor, da amizade, e a presença que inflama.

No peito, trazendo chagas curadas em prantos,
Das lágrimas surgindo a cura para toda dor.
De mãos dadas, o amor vencendo desencantos,
Tornar a sentir no peito e na alma o amor.

Quantos mais dias me restam
Tendo, no peito, o coração a pulsar
Em batidos persistentes que infestam
Meu corpo de vida que não queria achar?

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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