Sim, era tarde. Cercado da escuridão da noite que já era plena, meus pulmões não mais insistiam em respirar. Dessa forma, meu coração sentindo-se sozinho e desamparado cansou-se de bater. Parou! E eu? Parei também!
Já era tarde - não das horas já corridas do dia, mas tarde para mim! - e eu queria descansar, deixar aqueles que me amam descansarem também. Tive sorte de não estar lúcido para ver meu corpo morto enquanto era dada a notícia à minha mãe... Eu quereria morrer de novo se eu a visse chorar naquele momento.
Hoje posso escrever e saber que tudo passou, eu passei e, apesar de tudo, a vida continua. Afinal, somos todos águas que passam, que sempre hão de se encontrar, rumo a um oceano que nunca acaba.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
(em homenagem ao amigo João)

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