quinta-feira, 19 de março de 2015

Ao João

... e então a vida acabou! Era assim que eu viveria meu último dia de vida.

Sim, era tarde. Cercado da escuridão da noite que já era plena, meus pulmões não mais insistiam em respirar. Dessa forma, meu coração sentindo-se sozinho e desamparado cansou-se de bater. Parou! E eu? Parei também! 

Já era tarde - não das horas já corridas do dia, mas tarde para mim! - e eu queria descansar, deixar aqueles que me amam descansarem também. Tive sorte de não estar lúcido para ver meu corpo morto enquanto era dada a notícia à minha mãe... Eu quereria morrer de novo se eu a visse chorar naquele momento.

Hoje posso escrever e saber que tudo passou, eu passei e, apesar de tudo, a vida continua. Afinal, somos todos águas que passam, que sempre hão de se encontrar, rumo a um oceano que nunca acaba.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

(em homenagem ao amigo João)

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