sábado, 4 de abril de 2015

O medo

Enquanto dormia, o homem fez-se criança. Entrou na terra dos sonhos e logo pôs-se como que em dança. Tudo parecia perfeito! Estava sujeito a temores há muito tempo. Alimentava ele próprio, por medos infindos que trazia, suas dores. Dormindo, tornava-se livre de tudo o que havia. Libertava-se do medo - erva-daninha pela qual jazia.

Acordou! E da terra dos sonhos saiu. Sentia-se refeito! Afinal, quem entrega-se aos sonhos avança quando traz para si esperança? Ninguém saberia responder, mas ele nem perguntava. Entendia apenas que: vencidos os medos, tudo almejado ele poderia alcançar... Era o que ele tinha aprendido dos sonhos! Porém, havia aprendido da vida coisas terríveis.

Foi só pisar novamente no chão do quarto que tudo quanto temia voltou à sua mente. Os medos voltavam. A falta de coragem corroía. A esperança que há poucos momentos havia, ao pisar no chão da real, morria. Sim, o sonho havia acabado ao retornar ao mundo e pisar na sua realidade fria...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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