Torço para que as flores voltem
E fiquemos livres desse jardim de horrores.
Mesmo que nossas forças se esgotem,
Caminhando e cantando, sigamos firmes apesar das dores.
Ora cai um à esquerda; ora cai um à direita...
Estamos ladeados por defuntos e moribundos.
Não resta tempo para a tragédia ser desfeita,
Mas podemos desde agora corrigir nossos mundos.
O meu, o seu, o do vizinho da rua de cima...
Se todos fôssemos unidos, teríamos o bem comum.
Faz-se um país melhor quanto mais o povo se aproxima
Agindo como um por todos. Mas nem mesmo somos um...
Enquanto isso, sem futuro, o povo segue como gado entorpecido.
Qual será a fonte que saciará nossa sede de futuro?
E o educador conta em suas aulas, enquanto apanha, esquecido,
Que noutras épocas trancavam pensadores em quarto escuro...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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