segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Ausente


Quem dera eu pudesse me ausentar da vida, digo!
Estou certo que feliz, com isso, eu seria!
Sei, decerto: não carrego felicidade comigo,
Apenas essa necessidade de viver cada dia.

Isso é triste, beirando o monótono e a crueldade!
Se ausente eu pudesse estar, no alto de um monte, quicá,
Veria que o mundo segue apesar de mim, é verdade!
Mas, sozinho, de longe da vida, estaria eu feliz, de lá!

Do lado de mim, longe dos outros!
Ah, como seria bom não estar com ninguém...
O medo, o ódio, o remorso surgem aos poucos
Basta, para isso, ver-se no convívio com alguém!

Daí, o mundo corre, as rodas giram...
Eu, de cá, ainda no mundo, perco-me, decerto.
Não vejo soluções e crio mais dúvidas que me piram...
Alheio, longe de mim, mas vivo, no mundo, de perto.

Sem entender nada da vida, dos porquês que há,
Fico dia após dia em desagrado comigo mesmo!
Parto do princípio de que alguma conclusão haverá.
Nesse dia, deixarei de ver-me apequenado e à esmo.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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