A vida é um eterno entrar e sair dos mesmos lugares.
É a gente tentando fazer de cada entrada e cada saída
Algo diferente, incomum, peculiar, ímpar...!
A vida é um eterno entrar e sair dos mesmos lugares?
É a gente tentando fazer de cada entrada e cada saída
Algo diferente, incomum, peculiar, ímpar...?
Ah, a vida. Um excesso de coisas que nos acontece!
Todas elas somando-se em experiências duvidosas pareadas.
Todos os dias somos lançados numa rotina despretensiosa,
Mas sempre compelidos a tentar dar ares de relevância a tudo!
Uns acordam sonhando trabalhar mais e ficar ricos.
Outros já levantam torcendo para encontrar um pouco de paz.
Há os que saem do sono convictos de que tudo será diferente.
No final, somos cadáveres adiados, como diria Pessoa.
A vida, de nós, independe!
Entre o primeiro despertar do sono gestacional até o suspiro derradeiro,
Somos uma sucessão de despertares e sonos sem sentido.
Eis que um dia, pronto, estarei morto!
Eis que um dia, pronto, serei esquecido!
Eis que um dia, pronto, serei lembrado apenas, com sorte,
Quando um parente saudosista ou pesquisador sem o que fazer
For procurar algo sobre mim, sobre quem fui, sobre o que fiz!
Eis que um dia, pronto, nasci!
Eis que um dia, pronto, escrevi isso!
Eis que um dia, pronto, alguém leu!
Independente do que fiz, vi, vivi, escrevi ou proporcionei,
De nada adiantou tê-lo feito. No fim, tudo é nada!
E nada depende de mim ou de alguém para ser qualquer coisa!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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