sexta-feira, 29 de abril de 2016

Sobre a vida, o amor e o ar nos pulmões

No intervalo de tempo entre meu primeiro choro (numa maternidade) até meu último suspiro (Numa rua? Num quarto? Numa cama - de hospital, quiçá?) há um curto espaço de tempo. Chamam-no de vida. Eu tenho a minha assim como os demais têm as suas. Vivos, vivemos trombando, uns nos outros, ora aqui, ora ali, ora numa rua, ora num quarto, ora num parque, ora num hospital...

No geral, chegamos à vida dentro de um hospital. Não raro, é para lá que vamos quando nos chega a hora de morrer. Retornamos também para lá quando nossa saúde nos foge pelos dedos... A vida não é, em si, pesada a ponto de ser fardo, mas é, digamos, escorregadia e exige de nós atenção para tê-la conosco nas mãos incólume, intacta. Descuidados, nossa vida se parte caída no duro e frio chão do mundo.

Sorrir tem sido a você ato pouco costumeiro? Talvez seja reflexo dos tempos de ódio que se nos avizinham. Mas é imperioso que retornemos aos sorrisos! Que tenhamos menos medos, menos ódios, menos pressa... O correr da vida dá-se por si mesmo. Por qual motivo apressar as coisas? Temos sido tão precipitados e agressivos...

Novamente, repito: entre o primeiro choro e o tal "último suspiro", há o curto tempo chamado vida. Dediquemo-nos a coisas boas nesse tempo! Entrar na vida chorando é fato e, de certa forma, saudável que assim seja. Passar a vida chorando ou dar seu último suspiro aos embalos de um pranto - qualquer que seja? Não! De forma alguma.

Ame! Faça coisas por si mesmo! Pense nos outros! Lute por fazer algo por eles! Ame mais. Ame novamente. Ame sempre e, assim: viva! Que a duração de um eventual choro seu seja tão curta na memória da vida quanto o tempo que a lágrima tem para cair no frio e duro chão do mundo. Fora isso, espere feliz e cheio de amor pelo momento daquele último suspiro. Afinal, dessa terra não levamos nada para o túmulo - nem mesmo o ar dos pulmões.

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