Nunca fui tão longe na tentativa de encontrar algo.
O que eu queria? Encontrar a mim.
Como um estalido, ouvi um clique.
Era a porta de meu peito abrindo-se, enfim...
O coração expôs-se e a alma sentiu a brisa da natureza mundana.
Era eu ali, de peito aberto, alcançando meu tesouro sonhado.
Encontrei-me. Mas não sei de mim nada, até hoje...
Mexi, olhei bem dentro de mim. O coração pulsava.
A alma passou a ter calafrios.
A geada do mundo deixou-a doente.
Não pensei duas vezes: fechei meu peito de novo.
Para que ter coração e alma num mundo de dissabores, tantos?
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