Descobri, aceitando o passar das horas com os ensinamentos que delas nos chegam, que as coisas boas vêm de pronto. Como assim? Não adianta esperar sentado, meramente, ou ir juntando pedaços de alegrias pelo caminho e achar que isso é suficiente para a sonhada felicidade no futuro. Não! Felicidade é hábito. Felicidade é pensamento que transfigura-se em comportamento que, enfim, vira hábito. Ser feliz é exercício diário. Quando exercitamos bem, conseguimos, de pronto, a felicidade. E, enfim, as alegrias passam a ser duradouras.
Entendi na vida que tudo nela se resume a: "o que você fará diante disso?". A resposta que damos a cada pendência, a cada problema, a cada alegria, a cada passo dado (para bem ou para mal) é o que diferencia uma realidade feliz de uma realidade triste. Disso, entenda-se que a atenção aos mínimos detalhes é fundamental! Modificar padrões de pensamentos pessimistas, fatalistas, por pensamentos melhores, o mais elevados possível. Sim, pode parecer idiotice, mas isso é essencial e é o que todas as religiões (roteiros de filosofia de vida que são) tentam nos ensinar. Decerto, não necessariamente nos entregaremos a pensamentos sempre otimistas (pois, como disse Suassuna: "o otimista é um tolo"). Mas que sejamos então: realistas esperançosos! Isso já ajuda.
Quando passamos a entender que felicidade é, portanto, questão de hábito, passamos a analisar a vida de outro modo. Não raro, vemos o quanto deixamo-nos guiar por pensamentos derrotistas, fatalistas. O mundo nos incentiva a sermos medrosos, pessimistas, descrentes no bem e nas coisas boas. Sem perceber, entramos em ciclos de pensamentos que nos adoecem. E pensamentos são automáticos. São parte do inconsciente que é tudo aquilo que repercute na nossa postura e interpretação do mundo. Logo, pensamentos são automatismos nossos que precisamos controlar. Esse é um pilar na busca da plenitude.
Para encerrar, entendamos: felicidade é hábito! Repito: é hábito! Alegria é momento. Tristeza é interpretação. Plenitude é resignação feliz. E resignação é a compreensão que o coração tem das coisas. Aceitação é a compreensão que a razão tem dos acontecimentos.
"E eu com isso?". Podem se perguntar... Apenas espero que todos nós possamos dar o valor às coisas conforme o bem que esperamos. Guiando nossos padrões de pensamentos para patamares cada vez melhores. Um dia seremos otimistas? Quem sabe? Mas nada de fanatismo pessimista, nem de otimismo frenético e desleixado. Por ora: basta exercer a temperança para suportar cada dia e trazer a devida dose de coragem para, a cada ato, guiarmo-nos rumo ao que nos faça feliz nessa trajetória de autoconhecimento que é a vida humana.
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