Quem há de me salvar de mim?
Eu, que sou assim: calado...
Quem irá me retirar desse sem fim
que é a mente inquieta que virou meu fado?
Não paro de pensar, não paro de sentir.
A mente, por vezes, não cala como a boca!
Se não paro de sentir, há espaço para ressentir...
Ressentido, quando falo, a voz me parece rouca.
Fraca a voz; fraco o coração.
Dentro da mente que ressente
nem o mais trivial é um pensamento vão.
Tudo gera impacto e o corpo sente.
O corpo tenta descansar,
fingindo seguir uma vida normal.
Mas, se a mente não consegue parar,
tudo se transforma em caos sem igual.
Acalma, mente. Abranda coração!
Segue firme, corpo que se consome...
Mesmo que por ora tudo pareça vão,
haverá o dia de glória, apesar da mente insone.
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