O coração. A pétala frágil que cai.
O amor. O momento seguinte ao silêncio.
A dor. O instante de reflexão.
A paz. A vida encerrada num segundo.
A partida. O momento do sobressalto.
A lágrima. A métrica do adeus.
_ Pedro.
Tento deixar para o mundo algo do que penso, escrevendo. Agonias? Dores? Alegrias? Poemas? Crônicas? O que mais? Não! Não sei qual modelo me afaga mais em minha ânsia humana por paz. Catarse? Sim, um pouco. E me basta! Trazendo algo de ''Tabacaria'', de F. Pessoa, digo: espero que fique, ''da amargura do que nunca serei, a caligrafia rápida desses versos'', num pouco de mim. Eu, que ''não sou nada, não posso querer ser nada''. Mas, ''à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo''.
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