quinta-feira, 26 de julho de 2018

Oração

O dia amanhece, e eu vou junto.
As reflexões do dia de ontem viram hoje o assunto.
Paro. Penso. Reflito no que se deu...
Foi Deus que me enganou? Ou fui eu?
Passei a manhã pensando.
Não queria estar me preocupando...
Mas às vezes a vida é assim.
E tem sido desse jeito pra mim.
Hoje bem? Amanhã não sei...
Mas que tudo vai ficar bem, hoje sei.
E o amanhã será pleno de alegrias.
Afinal, a vida é uma estrada de duas vias
Onde passam nelas alegrias, mas tristezas também.
Faz parte do processo. Não hei de me perder. Amém!

terça-feira, 24 de julho de 2018

Vitória

O mundo é duro. Ele vai te agredir. Ele vai esmurrar sua face. Pisotear sua alma. Cuspir na sua fronte. Rasgar sua carne.

Vivemos em um momento do mundo onde estamos caminhando sozinhos, embora haja dezenas ou centenas de amigos nas redes sociais.

O olhar do outro não mais entretém ninguém. As lágrimas que caem não são vistas. As dores, os desânimos, as tristezas nos apequenam sem testemunhas. Dá vontade de fugir...

Mas estamos presos a um corpo débil, feito de ossos, carne e sonhos. Ossos e carne nos prendem ao chão. Sonhos nos aproximam das estrelas... Mas tem sido difícil sonhar.

Sonhar sozinho é planejamento. Sonhar junto é o primeiro passo para novas realidades. Mas a vida agride os que sonham. E acabamos por desistir de sonhar...

Não importa o que você esteja vivendo. Não importam as portas que se fecharam. Não importam as lágrimas que caíram. No final, todo mundo vence. Todos sairemos vitoriosos - nem que a morte seja o único troféu.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Nova era

Chora o homem pequeno
Cora-se o rosto ameno
Sorri a alma infante
Prossegue a humanidade. Avante!

A bandeira hasteada tremula
A ideia torpe se anula
O discurso do bem regenera
Vê-se a fé no amanhã. Nova era!

E a paz há de reinar no mundo
Ao amanhã, fica o amor profundo
Fraternidade, todos hão de exercer
E em cada lar o amor há de vencer

domingo, 15 de julho de 2018

Cai

A lágrima corre
Cai do rosto à janela
Chega ao chão e morre
Tão pequenina era ela

Olhei para baixo e vi
A lágrima caindo só
Antes de vê-la sumir
Senti cá dentro um dó

Dó das horas de choro
Dó das lágrimas; quantas?
Dó das palavras em coro
Dó das tristezas, tantas

Um suspiro aliviado
E na noite adentro entrei
Seria melhor não ter chorado?
Mas confesso: me aliviei

A sensação de vazio se fora
A sensação de paz me veio
Não há felicidade ainda, agora
Somos eu e o mundo - a tristeza no meio.