segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A paz e etc

A paz de um ser não se define. Ela se manifesta por si só, e apenas isso. Somos seres confusos. Não sabemos o que é termos paz. Em nosso interior, somos todos um emaranhado de fios de desconfiança desconexos. Somos felizes, apesar disso. Somos humanos, mesmo que não queiramos. Somos todos um tipo só de espécie - acreditem ou não. Homens, mulheres e crianças de meu país, sorriam.

Certa vez, acreditei que seria fácil viver à espera de milagres. Mas descobri que os milagres são apenas assuntos conflitantes. Muitos de nós cremos (eu creio), mas não nos importa quem é quem, quem acredita, quem duvida. A vida é repleta de surpresas, para uns, algumas delas se fazem milagres.

Todos esperamos sermos felizes, termos alegrias infindas. Sorrisos esboçados nos nossos rostos repletos de desconfiança no amanhã. A sociedade espera de nós a esperança. A paz fica perdida nessa infinitude de pressões interiores e exteriores, num carrossel de dúvidas em nosso âmago, nesse mar de homens e mulheres de nosso planeta aguardando pelo amanhã e, com ele, a manifestação de nossos destinos.

A paz depende de muitas coisas. Nós dependemos da paz, precisamos dela ou de buscá-la, pelo menos. Que ela se manifeste então, de uma vez por todas. Até agora apenas esperei a paz no mundo, mas encontrar a paz em mim foi meu melhor resultado. Fiz-me feliz. Isso é o que tenho e me basta.

Pedro Santos Xavier

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