quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Casa de Telhado Branco





No horizonte, a casa
De telhado branco 
À frente de um barranco.
Cerca viva em sua volta.
O céu azul a lhe espreitar
(assim como eu)

Que natureza mais real
Que acordar em meio ao verde
Dos matos, dos vales, das plantas
Testemunhando o canto dos pássaros?

Soubesse eu antes 
Que isso era o que eu sonhava,
E teria dado a mim mesmo 
Um começo diferente.

Hoje, admiro ao longe
A casa, o telhado branco, a natureza ao redor,
Mas sou natural, apesar de tudo.
Pois sou um ser como outro qualquer,
E, percebendo-me no engano,
Posso mudar a qualquer momento.
Pois o que a mim interessa é um novo fim
Não, porventura, o começo desleixado 
A que me impus.


Pedro Santos Xavier

2 comentários:

  1. Sonhei com uma casa de telhado branco. E sua poesia descreve, quase com exatidão, o lugar onde moro. Só que o telhado ainda não é branco. Por enquanto é só "transparente"

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    1. Olá. Fico contente de ter conseguido expressar um sentimento que, nesse caso, não seja apenas meu...Fico honrado. Abraços e obrigado pela participação no blog.

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