quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Caminhar

Temos dificuldades para caminhar, mas não somos mancos. Temos medo de caminhar sozinhos, mas não somos crianças. Temos medo de cair, mas (ainda) não estamos à beira de um abismo. Somos humanos, simplesmente isso.

Caminhar nos causa medo. Iniciar caminhadas ainda mais, pois precisamos do primeiro (e fatídico) passo. Quando saímos da inércia habitual de nossas vidas preguiçosas e decidimos andar (Adiante!), somos obrigados a retirar um de nossos pés do chão, tão firme e sólido, e ficamos por alguns instantes por sobre apenas um de nossos pés, enquanto o outro está livre e solto no ar, na incerteza de onde pisará novamente. Isso denota instantes de insegurança para nós, consciente ou inconscientemente. Somos assim e, por isso, não caminhamos como deveríamos! Temos medo da caminhada. Temos medo de caminhar.

Atentemos para isso: dar um passo requer erguer um dos pés, ficar por alguns instantes por sobre um deles apenas e esperar que aquele pé elevado caia em um lugar seguro. Isso é caminhar. Isso nos causa medo, insegurança. Somos, por saber disso (mesmo que de forma inconsciente) inseguros no nosso caminhar. Aprendamos com isso!

Caminhamos a passos curtos para que os instantes de insegurança sejam menores, ou para que tenhamos mais controle sobre nosso caminhar? Não creio que tenhamos controle sobre a caminhada. Creio que temos simplesmente o direito e o dever de caminhar. Essa é nossa tarefa. Adiante, amigos. Sempre adiante! Acreditem: o chão é o limite para nossas quedas. O infinito é o limite para nossa caminhada.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Nenhum comentário:

Postar um comentário