terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O amanhecer

Sim, às vezes, ao alvorecer do dia e a incerteza do que virá nos é estarrecedora. Acordamos e ali estamos nós em um novo dia! Novos momentos estão por vir.

Olho pela janela e vejo tantas pessoas. Todas com seus sorrisos e olhares próprios. Penso: são todas felizes? Estariam me vendo? Penso que tudo seria mais simples se todos caminhássemos juntos e pensássemos objetivos semelhantes -
pelo menos semelhantes por assim dizer.

Ser feliz é algo para todos? Quem nunca quis ser feliz? Um louco enganado por si mesmo, talvez! Mas, ao ver pessoas nas ruas, penso: por que são tão indiferentes entre si? Umas com as outras e com as coisas. Vejo: é como se estivesse vendo da janela um daqueles presépios mecânicos animados,
daqueles dos finais de ano. Todos passando uns pelos outros, mecanicamente e sem idéias sobre Jesus
ou outras coisas de bem que os inspire. Apenas bonecos animados, sem alma. Todos bonecos.

As pessoas temem amar ou serem amadas, acredito. Acreditam que, sendo indiferentes umas com as outras ou com as coisas, passarão a ideia de independência, de auto-confiança e força, autocontrole -algo assim. Precisamos das pessoas, entretanto. Seres humanos não sabem viver sozinhos. Precisamos das coisas e de compartilhar, é notório. Eis então que há, de fato, a incerteza dos relacionamentos e das dificuldades de compartilhar. Somos egoístas. Sobram dúvidas sobre as pessoas e seus interesses sobre nós e sobre as coisas.

Precisamos arriscar, isso aprendi. Precisamos conhecer mais: mais pessoas, mais coisas, mais lugares.
Sempre mais e mais! Quem sabe toda mudança nos comece a partir de um generoso e sincero: ''bom dia'' vindo de um desconhecido? Seria um bom começo.

Não sejamos um presépio animado, mecânico, sem alma! Sejamos homens e mulheres caminhando pelas ruas como humanos que somos, todos os dias, desde o amanhecer, compartilhando a nós mesmos e as coisas que há. ''Bom dia!'' - pode ser o começo e o desejo para tudo.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


Explicação: para que mudemos o mundo, precisamos mudar primeiramente nós mesmos. Para isso, comecemos sendo cordiais com as demais pessoas. Não nos deixemos entristecer pela má vontade dos seres humanos em serem felizes junto dos demais, numa caminhada conjunta através da jornada vida que, queiramos ou não, é coletiva. Para que mudemos o mundo, iniciemos por nós mesmos. Propõe-se: "Quem sabe um: “Bom dia”?; / Seria um bom começo.". Dê bom dia às pessoas. Apesar do descaso da imensa maioria ao seu gesto, continue assim. Todos os dias, a cada alvorecer. Mudando a nós mesmos, o mundo mudará por si mesmo.

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