Qual amor (ou falso amor?) que do mundo me trazes, vida? Que farei eu sem ter vivido amando? Que farei eu sem ter amado enquanto vivo? Serei eu fadado ao sacrifício do não amar? Ou serei eu um estúpido comovido pela tristeza de ser só pela própria vontade? Que farei eu da vida se dela não extrair um lampejo de sentimentos bons. Amor... Seria ele o sentimento maior da existência? Ou a farsa maior da vida? Sentimento que todos buscamos nas esquinas da caminhada existencial. Somos nós, humanos, fadados à busca da felicidade que, por sua vez, corre de mãos dadas ao amor.
Ser amado: é o que espero. Amar é o que acredito e o que pretendo. Tenho para mim que sou feliz pensando assim. Conseguirei ser feliz amando? Por que não? Amo amar, vejo. Pensando assim, sigo. Encontrei a resposta para o motivo da caminhada humana, creio. Tenho para mim que tal resposta é: a dúvida! A dúvida nos impõe buscas. É, por si mesma, um desafio sempre que ela existe. O amor, sim, é o maior dos sentimentos? Precisamos senti-lo, pois não bastamo-nos apenas com a razão. Buscando o amor, nos encontraremos.
Em cada esquina, perguntamo-nos se o desvendamos enfim ou não. Será que nos enganamos? Não. Não é simplesmente o amor que nos faz seguir, mas a dúvida gerada pela incansável busca por ele. Dúvida essa, sempre, sem resposta - para nossa sorte ou nosso azar! Fica para nós então um fado: seguir duvidando do amor, mas amando por toda a vida. Um dia, descobriremos: o amor nos segue sempre, pois está em nós.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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