Caminhando, reflexivo e calmo,
Peito aberto e linguajar ameno,
Consegue-se bem-dizer a vida,
A passos curtos,
Em caminhar sereno.
A passos curtos,
Em caminhar sereno.
Da vívida carne, resta o espírito
Perdido na batalha.
O corpo fica na terra,
A alma, no eterno, espalha.
A alma, no eterno, espalha.
Como se morre feliz
Ao perder-se lutando!
Ao perder-se lutando!
Dura batalha, vive-se na vida,
Dia após dia, a viver aguardando...
Dia após dia, a viver aguardando...
Quem morre estando vivo?
É o mesmo que chora ao ver-se em espelhos...
É o mesmo que vive sendo um cativo...
É aquele, choroso, de olhos vermelhos.
É aquele que ama nada além de si mesmo.
Faz de si, o próprio e único esteio,
Como quem insiste em caminhada vã, a esmo.
É pena gozar da paz
Sem estar com os que amamos.
Quem ama guarda amor e aguarda o tempo.
Não importe para onde vamos.
Do tempo, nos fica o esperar.
Da espera, nos resta o zelar...
E do zelo, ficamos com o tempo
E, momento a momento,
Segue a vida a passar.
Caminhe adiante!
Caminha viajante.
Segue seu rumo que a paz está lá,
Logo ali, no começo do horizonte.
Quem sabe sobre a paz?
Seria um alvo perdido?
Ou um nada,
Algo indefinido?
Ou um nada,
Algo indefinido?
A paz, não tem sentido.
É um ‘’algo’’ de ‘’alguma coisa’’...
Quem sabe sobre essa ‘’coisa’’
Que chamem: Deus, inexplicável, indefinido...
Acredito poder definir,
Como fosse algo para entender.
Aguardo um dia conseguir.
Mas falta-me muito...
E assim há de ser.
A paz não é coisa morta,
Mas encontra-se no morrer.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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