O que de fato acontece para que as pessoas tenham tanta dificuldade de mudarem seu jeito de ser, mudando a si mesmas? Não consigo concluir nada além do óbvio: pessoas não mudam. Ninguém quer mudar suas formas de agir, pois todos crêem serem perfeitos, nunca errando, por isso. Tentar mudar - ou mudar de fato - demanda aceitar a idéia de que estamos, de alguma forma, errados ou, no mínimo, aquém (ou além) do que deveriam estar ou ser. Dessa forma, refletindo, concluo que, de fato: pessoas nunca mudam. As coisas do mundo são movidas pelas pessoas, dessa forma, as coisas também nunca mudam e acabamos cometendo os mesmos erros ou, quando os superamos por ora, retornamos a eles em algum momento posterior.
Um seriado de TV (''House'') que conta as histórias de um médico arbitrário, mas muito competente, traz como uma das falas do protagonista da série a seguinte frase: ''people don't change''. Ele está correto. Resumindo o exposto até aqui, antes de continuarmos nesse devaneio, penso da seguinte forma e um dia terei certeza se estou ou não completamente errado: as pessoas, na verdade, têm muitas oportunidades de mudar, mas poucas delas as utilizam. Mudar demanda entender que se está errando. Entender que se está errando dói, pois sempre tendemos a achar que somos donos da verdade e do mundo, pois norteamos nosso universo no ''umbigocentrismo'' - o universo girando ao redor de nosso umbigo, às custas de nossos anseios e expectativas como se assim pudesse ser. Daí, pensando assim, conclui infeliz e desesperadamente que: poucos mudam pois todos nunca querem mudar.
As redes de TV têm conseguido façanhas nos últimos tempos. Têm modificado os padrões da sociedade, pena que para um nível inferior - ao meu ver. Os padres, pastores, monges e outros religiosos devem estar com dificuldades para modificar as ações de seus fiéis, pois é muito difícil vencer as redes de informação hoje em dia com seu poder excessivo de formar opiniões, criando padrões sociais de comportamento, vulgo modismos - para mal ou bem, principalmente para o primeiro tipo.
Redes de mídia no geral nos ensinam sobre as futilidades do mundo baseado em estética, hoje. Mulheres bonitas, ditas ''gostosas'', se mostram tal qual produtos à venda nesse mundo capitalista onde tudo se compra e todos se vendem - ou parte-se dessa premissa, pelo menos. Mulheres hoje, na TV, são verdadeiros produtos em prateleiras. Essas mulheres, infelizmente, são descendentes diretas ou indiretas daquelas que há menos de um século queimavam sutiãs em protestos em praças públicas lutando por maior autonomia ao sexo feminimo, lutando por direitos de voz e voto numa sociedade patriarcal - que ainda perfaz-se nos dias de hoje. O que ocorreu com os ideais daquelas mulheres? O que mudou nas concepções femininas? O mundo patriarcal deu o troco ao ponto de as mulheres hoje, vivendo às custas dos prazeres masculinos, viverem único e exclusivamente aos interesses dos homens. Elas voltaram ao lugar de antes, como sexo frágil. A sociedade é machista hoje em dia principalmente pelas mulheres que temos. Elas, de fato, se vendem para as redes de TV, para as capas de revista, para a mídia em geral, para os homens, em última análise. E, enquanto isso, todas as crianças de olhos abertos (assustados e intrigados) diante da realidade dos padrões de mães que vêem hoje. Atualmente, as mães, como vemos, querem ser mais jovens que as próprias filhas, por vezes, tendo menos rugas que elas às custas de muito silicone e botox, competindo com suas filhas adolescentes em meio a saias e roupas curtas como verdadeiras ''donas patricinhas''. Essas mesmas mulheres que assim se vendem hoje - e temos muitas provas e exemplos delas -, entretanto, apenas sabem rebolar, tirar a própria roupa, fingindo-se envergonhadas quando em algum canal ou momento são elogiadas de forma mais ou menos adequada (se é que chamar uma mulher de ''gostosa'' deva ser entendido como elogio). Mulheres são mais que produtos vendidos ao simples gozo - ou deveriam ser mais que isso, mas, me parece, elas não querem mais o posto da saudosa ''Amélia'' de Mário Lago.
Redes de mídia no geral nos ensinam sobre as futilidades do mundo baseado em estética, hoje. Mulheres bonitas, ditas ''gostosas'', se mostram tal qual produtos à venda nesse mundo capitalista onde tudo se compra e todos se vendem - ou parte-se dessa premissa, pelo menos. Mulheres hoje, na TV, são verdadeiros produtos em prateleiras. Essas mulheres, infelizmente, são descendentes diretas ou indiretas daquelas que há menos de um século queimavam sutiãs em protestos em praças públicas lutando por maior autonomia ao sexo feminimo, lutando por direitos de voz e voto numa sociedade patriarcal - que ainda perfaz-se nos dias de hoje. O que ocorreu com os ideais daquelas mulheres? O que mudou nas concepções femininas? O mundo patriarcal deu o troco ao ponto de as mulheres hoje, vivendo às custas dos prazeres masculinos, viverem único e exclusivamente aos interesses dos homens. Elas voltaram ao lugar de antes, como sexo frágil. A sociedade é machista hoje em dia principalmente pelas mulheres que temos. Elas, de fato, se vendem para as redes de TV, para as capas de revista, para a mídia em geral, para os homens, em última análise. E, enquanto isso, todas as crianças de olhos abertos (assustados e intrigados) diante da realidade dos padrões de mães que vêem hoje. Atualmente, as mães, como vemos, querem ser mais jovens que as próprias filhas, por vezes, tendo menos rugas que elas às custas de muito silicone e botox, competindo com suas filhas adolescentes em meio a saias e roupas curtas como verdadeiras ''donas patricinhas''. Essas mesmas mulheres que assim se vendem hoje - e temos muitas provas e exemplos delas -, entretanto, apenas sabem rebolar, tirar a própria roupa, fingindo-se envergonhadas quando em algum canal ou momento são elogiadas de forma mais ou menos adequada (se é que chamar uma mulher de ''gostosa'' deva ser entendido como elogio). Mulheres são mais que produtos vendidos ao simples gozo - ou deveriam ser mais que isso, mas, me parece, elas não querem mais o posto da saudosa ''Amélia'' de Mário Lago.
O que essas mulheres são? Por que fazem personagens tão vulgares e fúteis no mundo atual? A sociedade ganhou em muito com a entrada do sexo feminino nas decisões sobre as coisas, sejam de políticas internacionais às atitudes no próprio lar das famílias de outrora - uma vez que família é outro assunto que também se perdeu nos dias de hoje. As mulheres que recebem destaque hoje na mídia são apenas um par de nádegas e mamas expostas, não mais havendo importância ao par de hemisférios cerebrais que em outros tempos trouxeram tantas delas às grandes decisões que mudaram o jeito de o mundo (e os homens) verem o sexo feminino. Essas últimas foram as mesmas que lutaram, acompanhadas de seus cérebros, pelo movimento feminista e pela ascensão do papel da mulher no cenário familiar, social, artístico, político, cultural etc. Hoje, os exemplos de mulheres que as crianças se espelham são baseados apenas em futilidades, ausência de cérebro e excesso de bundas, peitos, silicone, moda, botox, mais moda e mais bundas...bundas e bundas.
Todo homem quer chegar em casa e ter uma mulher amável, carinhosa, atenciosa para com ele. Sempre será assim. É da natureza masculina querer estar ao lado de uma mulher amável, mas as mulheres de hoje não têm feito isso valer a pena. Dizem que elas se tornaram o produto que são hoje, servindo ao homem apenas no sexo, pois os homens são cafajestes. Daí, pergunto: se de fato o são (mas mesmo se fossem, não seriam todos), serviria isso de motivo para que as mulheres de hoje exercessem suas ''funções'' com tamanho desdém para com elas próprias, para com a figura feminina propriamente dita na sociedade atual? Não creio que, se de fato seja esse um motivo, tenha sido uma decisão inteligente. E, por outro lado, não se critica um ser agindo da mesma forma que ele. Como assim? As mulheres hoje traem igual ou ainda mais que os homens. Não sei as estatísticas de tempos passados, mas a ''mulher-produto'' de hoje vendeu-se aos costumes fúteis que emanam da absurda busca pelo prazer...prazer...prazer. O corpo feminino, altar da gestação dos seres humanos, pilar do conceito de família, tornou-se hoje mero ''joguete'' de contos eróticos para uma sociedade cada dia mais machista por conta delas próprias. Que pena para nossos filhos e principalmente nossas filhas que testemunham tal realidade.
Todo homem quer chegar em casa e ter uma mulher amável, carinhosa, atenciosa para com ele. Sempre será assim. É da natureza masculina querer estar ao lado de uma mulher amável, mas as mulheres de hoje não têm feito isso valer a pena. Dizem que elas se tornaram o produto que são hoje, servindo ao homem apenas no sexo, pois os homens são cafajestes. Daí, pergunto: se de fato o são (mas mesmo se fossem, não seriam todos), serviria isso de motivo para que as mulheres de hoje exercessem suas ''funções'' com tamanho desdém para com elas próprias, para com a figura feminina propriamente dita na sociedade atual? Não creio que, se de fato seja esse um motivo, tenha sido uma decisão inteligente. E, por outro lado, não se critica um ser agindo da mesma forma que ele. Como assim? As mulheres hoje traem igual ou ainda mais que os homens. Não sei as estatísticas de tempos passados, mas a ''mulher-produto'' de hoje vendeu-se aos costumes fúteis que emanam da absurda busca pelo prazer...prazer...prazer. O corpo feminino, altar da gestação dos seres humanos, pilar do conceito de família, tornou-se hoje mero ''joguete'' de contos eróticos para uma sociedade cada dia mais machista por conta delas próprias. Que pena para nossos filhos e principalmente nossas filhas que testemunham tal realidade.
Oh, mundo, vasto mundo, de fato, tentando parafrasear Carlos Drummond de Andrade, se eu me chamasse Raimundo ainda não seria uma solução, apenas uma rima mesmo. Seguindo esse raciocínio, mas pensando no caso das mulheres, também não teríamos mais que isso. Pensando nesse caso, se eu fosse mulher, me chamasse ''Raimunda'' e me pegasse refletindo acerca do ''mundo mundo vasto mundo'', eu também ainda seria apenas uma rima e não uma solução novamente. Porém, nesse caso, em sendo mulher e modificando a lógica do poema para de acordo com o ''feminismo'' midiático atual, eu rimaria meu nome com uma outra coisa que nem de longe seria mundo, ou (criando um substantivo feminino para essa palavra tão bela) ''munda''. Ateria minha rima a bunda vasta bunda, pois assim eu seria ouvido como uma solução, talvez, nem que seja aos olhos da imbecilidade humana atual retratada claramente nas redes de TV.
O mundo mudou e mudará sempre, as pessoas é que raramente mudam! A mãe natureza também consegue mudar, mas a natureza das pessoas dificilmente o faz. As gerações transformaram-se, seja por força da natureza ou do acaso, mas as pessoas, individualmente, não conseguem ainda essa conquista pessoal - mas, não apenas isso, coletiva também. De fato é bem difícil de acontecerem modificações efetivas das pessoas. Assim penso eu, e acho que você deve concordar comigo, leitor. Mas, sigamos nosso mundo, vendo bundas e a nudez do corpo e das mentes nas redes de TV. Uma verdadeira nudez cultural. Todos nús no que diz respeito à dignidade, hombridade ou inteligência. Atentemo-nos às bundas e esqueçamos dos cérebros politizados e bem sucedidos de outrora. Bem vindos à era do silicone herdeira da recente ''geração Coca-Cola''. ''Hasta la vista'' ou ainda ''Adiós'', mundo dos cérebros e seres talentosos.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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