segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cotidiano



Se tudo ao redor
Lhe cai por sobre a cabeça,
Tenha-se firme e faça disso
Oportunidade para que cresça.
Vendo o mundo, alheio a ti,
Lute com coragem
Antes que se lhe chegue
A hora de partir.
Oh, rotina minha, caminhada cotidiana,
Quantas mais vidas minhas roubarás de mim?
Eu aqui, em ti, à deriva.
O que fiz para ser assim?
Nobre coração valente, que não bate mais com tanta força,
Mas ainda sente e sente...
Dói cá dentro de meu ser, dor ferrenha que me maltrata.
Deixe-me aqui, à espreita, como homem de meia pataca
Sem coragem, sem fervor, vendo a vida que de mim se destaca.
Dói antes de mais nada, minha alma partida em prantos.
Ontem, hoje, sempre, lágrimas caídas e orações sofridas destinadas aos Santos...
Lágrimas molham-me os pés e fazem-me escorregar na estrada da vida
Em cada um dos curtos passos, que já me são tantos.

Oh, dia, noite, tempo que passa, deixem-me viver
Mais essa despedida da sublime existência,
Despedida à qual chamamos vida e que se não finda no morrer...

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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