segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O par



O par de olhos que viu a flecha,
Foi ele também que se feriu.
Viu triste o coração que se partiu,
Testemunhando tudo aquilo por uma brecha.

Brecha da alma, porta que não se fecha...
A dor do coração, indignado, ele sentiu.
Não achou motivos naquilo que viu:
O cupido lacerando o pobre coração com flecha.

Oh, cupido, por que causas essa dor?
Quem disse que tens o direito?
Achas justo esse dissabor?

Não te aflijas, inquieto observador,
Tal é o resultado, embora julgues mal feito.
À ferida que se abre, dá-se o nome de amor.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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