O pobre trabalhador novamente acordou cedo.
Preparou, aos bocejos, café, com leite e pão,
Alimentou-se com o pouco que tinha à mão.
Saiu sem ser visto, escondido como um segredo.
À escuridão da noite, destemido, sem medo,
Caminharia longo trecho, pegaria condução.
Chegaria ao seu trabalho, bateria seu cartão,
Como há anos fazia naquele habitual emprego.
Era "humilde", "dedicado", dizia seu patrão,
Muito embora era mínimo o que dele recebia,
Tão pouco que mal dava para um mês de refeição.
De tão pobre, chorava às vezes, mas em vão
Enquanto, pensando na triste vida que vivia,
Findado mais um dia, aguardava a condução.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


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