terça-feira, 20 de novembro de 2012

Divagando devagar...



Calma, vamos com calma. Iniciemos a discussão por uma pergunta: qual seria o preço da dor? Não a dor de bater a canela na quina da estante...Sim, todos sofremos algo parecido um dia, mas falo da dor dos dissabores da vida...Qual seria tal preço? O preço da dor não é o mesmo do analgésico da farmácia, aquele que nos ''cura'' a canela alvejada por um golpe da estante que estava em nosso caminho. A dor que digo se paga (e se apaga) com lágrimas, que custam muito caro. Sofrimentos freiam a caminhada de qualquer viajante. Por isso, a dor, se é que tem remédio, ele demora para chegar, causando um final feliz e duradouro...

O remédio para a dor, seria o tempo? O esquecimento? Não se esquece o motivo da dor sem entendimento e compreensão, sabendo que aquilo - o momento ruim, o dissabor - passou. Sim, é passado, mas ocorreu de fato. E isso é, afinal das contas, um fato! Negar, não nos traz benefícios. Não crescemos negando fatos. Devemos aprender a seguir apesar das dores, dos dissabores, dos sofrimentos, quais sejam eles. Devemos sempre caminhar apesar deles conosco, pois nos são bagagem necessária para aprendermos a conviver e viver em sociedade - seja no que diz respeito ao todo de nosso país, ou de nossa família, nosso círculo de amizades, ou em um simples par: um casal...

Somos inundados por sentimentos vários dia após dia. Sejam tristes, ou felizes. Mas damos maior atenção às mágoas, aos sofrimentos... Eles marcam mais que os momentos de risos. Por quê agimos assim? Deveríamos dar atenção apenas ao que nos faz e fez felizes, mas não agimos dessa forma. São muito poucos os que conseguem difundir esse modelo agindo sob a luz esse prisma, conseguindo uma prodigiosa façanha de vencer as dores - ou caminhando apesar delas. Devemos nos ater ao bem, ao bom, ao amor, às alegrias da vida, às coisas boas da vida em nossos arredores. Elas estão por toda parte. Apesar disso ser verdade, ao nosso lado, sempre existe alguém em pior situação, o que nos deve servir de impulso - não para que nos sintamos bem com isso, mas que tentemos ajudar a todos ao nosso lado. Nos sentindo úteis, ajudando um outro ser, recebemos energias de bem, de amor, de afeto eternas.... Essas sim nos marcam a jornada e norteiam bons rumos. Não são as lágrimas que causamos nos outros que nos definem apenas na vida, mas sim os sorrisos e alegrias que determinamos ao nosso redor, as coisas boas que viermos a causar e construir, sempre, sem desistir do bem nas coisas da vida. 

Façamos a diferença agindo diferente! Façamos o bem, apesar das dores que não se calam em nós, ou das feridas que ainda não cicatrizaram em nosso peito, em nossa alma... O amanhã está sempre além do que vemos com nossos olhos encharcados em lágrimas desnecessárias... Não se aprecia adequadamente o horizonte estando por detrás da janela fechada de nossa alma... Abram-se as janelas, abram-se as portas de nossas almas e vamos sair por aí. Vivendo o mundo real que não é tão amargo quanto parece, mas apenas temos nosso ''paladar'' viciado, ''enviesado''. Sintamos o doce sabor do bem na vida! 

Ajude a quem puder. Faça-se útil, sinta-se útil. Após isso, retorne ao seu lar e agradeça a todos os que pôde ajudar, pois ajudar alguém, despertar um sorriso: é algo sublime! Felizes daqueles que ajudam e têm a quem ajudar. Solidariedade sempre, é o caminho para um amanhã feliz - para mim, para você, para todos nós.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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