Ah, que bom seria se o sol nascesse fosco,
Pois o brilho em meus olhos chega a ser escaldante.
Queima minha retina, habituada a viver em sombras.
Em mim mesmo, ensimesmado, eu, aqui, estava morto.
Agora, sigo novamente meu caminho, tenso e absorto.
Parece que séculos se passaram,
Menos eu passei. Menos eu segui.
Mas hoje recordo como era caminhar.
Passo por passo, caminho sem parar...
Sigo os rastros deixados por outros à frente.
Sigo adiante na estrada de chão tão quente,
Com a luz do sol a me encobrir e me guiar...
Deixo a sombra para trás.
Sigo reto pelo caminho. Sigo sozinho,
Mas tenho Deus em mim.
Os meus entes amados comigo.
Meus sentimentos, das sombras, redivivos...
E isso é tudo, enfim.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Nenhum comentário:
Postar um comentário