segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Letal


Letal como a flecha que corta e dilacera, 
Ou como o fato que põe fim a uma era.

Letal como o ácido que corrói e destrói,
Ou como a dor da mágoa - como tal nenhuma dói.

Letal como a rocha que cai do despenhadeiro,
Ou como o vento forte que espalha o nevoeiro.

Letal como a canção sentimental ao depressivo,
Ou como o veneno que nos mata o corpo vivo.

Letal como a arma: do estampido tira-se a vida,
Ou como infecção que invade pela ferida.

Letal como o grito na madrugada então serena,
Ou como a enchente ao invés da chuva amena.

Letal como ser o poema que nada quer dizer...
Na intenção de escrever e por ele se transcrever.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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