Letal como a flecha que corta e dilacera,
Ou como o fato que põe fim a uma era.
Letal como o ácido que corrói e destrói,
Ou como a dor da mágoa - como tal nenhuma dói.
Ou como a dor da mágoa - como tal nenhuma dói.
Letal como a rocha que cai do despenhadeiro,
Ou como o vento forte que espalha o nevoeiro.
Letal como a canção sentimental ao depressivo,
Ou como o veneno que nos mata o corpo vivo.
Letal como a arma: do estampido tira-se a vida,
Ou como infecção que invade pela ferida.
Letal como o grito na madrugada então serena,
Ou como a enchente ao invés da chuva amena.
Letal como ser o poema que nada quer dizer...
Na intenção de escrever e por ele se transcrever.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
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