domingo, 16 de dezembro de 2012

Bom e velho barco



Ela chegou-se a mim como um raio ao chão.
Fez estragos demais além do barulho ensurdecedor...
Sei, durou tempo demais todo o dano.
Parte da culpa é minha, mas absolvo-me.
Comprei para mim uma capa que me protege da chuva,
Mas o que fazer com os novos raios que caírem em mim durante as tempestades?

Ora, tempo maluco...pregaste uma peça em meu coração?
Fiquei embriagado pensando ser amor, ser paixão...,
Mas de ti não recebi mais nada além de dores?
Quisera eu ter-me despido da realidade que me cercava.
Quisera eu ter fugido daquele martírio, mas perdi-me em meu momento...
O que se passou em mim? Onde estava eu que não me achava ali?
Todo um tempo jogado fora no correr das horas. Para quê?
As baterias do relógio acabaram e parte da minha vida foi-se, vã, com elas...
Ora, tristeza, ensinaste-me que a toda hora podemos aprender mais.
Quando acreditamos que tudo está calmo, eis que se nos chega nova tormenta...
Sim, ótima luta é vencê-la. Mas, barco bom é o que sabe navegar...
Não é?
Não sabe navegar quem não é capaz de vencer tempestades.

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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