... a janela aberta da vida que corre. Correndo, ansioso por ver, chego cedo à despedida do ser - antes da devida hora que seria a minha. Era eu, ali, algo desfeito e nu. Despido do traje da vida, da carne, num último suspiro que se deu. O corpo que caia à frente da sacada da encarnação recente. Um suspiro e novo fracasso. Morri feito bobo, pois passei a vida não vivendo, não sentindo. Não amei, nem fui amado. Não criei nada além de mim. Não consegui nada além de completar meus dias respirando até o último dia, o derradeiro suspiro. Sórdida morte do corpo esguio que era meu. Golpe forte do destino inquieto do qual desconheço significados para mim. Em mim, fiz-me como um levante, um vento que perdeu-se...Mas passei. Nada deixei além de pegadas na areia pela qual andava pela manhã na busca de inspiração do sol. Morri. Hoje, aqui, vejo o quanto fui tolo. Tolo! Não cabem a mim mais julgamentos, apenas a sentença do dever não cumprido...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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