Foram suspiros ofegantes, uma tosse nervosa ou algo assim, não sei dizer.
Era como se houvesse passado por mim um filme que mostrava-me um final feliz.
Suspirei fundo naquele instante. Não consegui continuar com meus passos adiante.
Era como se algo quisesse que eu ali ficasse, estagnado, parado, como que deslumbrado.
Algo assim deu-se em mim, num encanto. Não saberia definir ao certo tal ocorrido,
Apenas digo que, desde aquele instante, nunca mais caminhei da mesma forma,
Ou com a mesma cabeça, ou os mesmos sentimentos. Eu era um outro eu desde aquele momento,
Pois desde ali você passou a ser parte de mim, tomou para si algo que era meu
E eu tornei-me algo de dois donos, ao deleite mais de um que de outro!
Cuidado comigo, linda mulher, pois sou teu, mas não desfaça-se de mim como tua posse.
Olhe antes as chagas que carregarei comigo mediante teus atos, se forem atrozes.
Sou teu, sei disso. Não mais tenho em mim o controle que tinha.
Um algo de dois donos. Tú e eu, eu e tú! Seria simples assim! Nós: eu, o amor e a amada!
Espero que seja recíproco, pois desde aquele dia não mais a vi,
Nem nunca a tive de fato em meus braços, apenas no sentimento, na memória, ilusão...
É muito difícil ser posse de uma dona ausente!
Pobre de mim! Gado de dono distante é gado sem dono algum.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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