segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

À primeira vista


Quando meu olhar foi de encontro ao teu, parece que tudo ali havia parado no tempo.
Foram suspiros ofegantes, uma tosse nervosa ou algo assim, não sei dizer.
Era como se houvesse passado por mim um filme que mostrava-me um final feliz.
Suspirei fundo naquele instante. Não consegui continuar com meus passos adiante.
Era como se algo quisesse que eu ali ficasse, estagnado, parado, como que deslumbrado.
Algo assim deu-se em mim, num encanto. Não saberia definir ao certo tal ocorrido,
Apenas digo que, desde aquele instante, nunca mais caminhei da mesma forma,
Ou com a mesma cabeça, ou os mesmos sentimentos. Eu era um outro eu desde aquele momento,
Pois desde ali você passou a ser parte de mim, tomou para si algo que era meu
E eu tornei-me algo de dois donos, ao deleite mais de um que de outro!
Cuidado comigo, linda mulher, pois sou teu, mas não desfaça-se de mim como tua posse.
Olhe antes as chagas que carregarei comigo mediante teus atos, se forem atrozes.
Sou teu, sei disso. Não mais tenho em mim o controle que tinha.
Um algo de dois donos. Tú e eu, eu e tú! Seria simples assim! Nós: eu, o amor e a amada!
Espero que seja recíproco, pois desde aquele dia não mais a vi,
Nem nunca a tive de fato em meus braços, apenas no sentimento, na memória, ilusão...
É muito difícil ser posse de uma dona ausente!
Pobre de mim! Gado de dono distante é gado sem dono algum.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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