quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Assassino inconsciente


Entre zumbidos e ruídos, eu estava irritado!
Estampidos estranhos. Eram tiros lá fora?
Estava tudo tão quieto há poucos instantes,
Porém, fui à janela, curioso. O que eram os ruídos?
Em meio à rua, era um corpo, ao chão, caído?
Morto? Como saberia? De longe, nada vi!
Eu, ali, naquele instante, não conseguia mover-me.
Apenas percebia uma poça de algo - era sangue?
Não! Não poderia ter ocorrido isso! E eu ali, travado!
Tudo parecia um real pesadelo. Eu deveria estar sonhando!

Era sangue por toda parte o que eu via.
Dei um grito seco, de ficar rouco...
Daí acordei! Acendi a luz, desesperado, irritado.
Não sei descrever. Sentia-me como que estapeado...
Nas mãos o sangue. O que era aquilo, pensei numa fração de segundos.
Simples: eram pernilongos que zumbiam e
Agora eram apenas cadáveres em minhas mãos!
Voltei a dormir! Sentia-me como um assassino inconsciente.

Parece que o mundo moderno deixa-nos malucos,
Demasiado preocupados ou loucos com a violência.
Fora apenas um pesadelo! Assustado, eu fiquei,
Confesso! Mas eram simples pernilongos que zumbiam.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Nenhum comentário:

Postar um comentário