É noite de carnaval. Todos comemoram nas ruas. Mas o que temos para festejar nisso? Embriagados, para quê, se queremos aproveitar alguma coisa? O que se sente quando está bêbado nada mais é que algo parcial, se é que se sente...se é que se lembre no dia seguinte... O que querem, nas ruas, tantas pessoas bêbadas? A solidão, quando embriagados, deixa de existir aos carentes? Os que buscam companhias tornam-se mais atraentes devido ao teor alcoólico mais elevado? O que de fato tem o nível de álcool com a vida nas festividades?
O entorpecimento causado pelo álcool (e outras drogas, quem sabe?!) talvez sobrepuje as mágoas, tristezas etc de cada um, como zerando um placar interno de alegrias versus tristezas. Assim, ''zeradas'', sob efeito dos entorpecentes quais sejam, as pessoas iniciam tentativas trôpegas de serem felizes, permitindo-se o deleite do sexo, ao desfrute de amores efêmeros e paixões que não duram um dia inteiro...
Somos animais em busca do quê nessa selva que chamamos carnaval? Perdidos, seguindo um instinto de felicidade que entorpece multidões que o confundem com uma necessidade de beber, fumar, ''cheirar'', aos pulos, todas essas pessoas, em danças desconexas ao som de canções que nada têm à acrescentar culturalmente ou em qualquer outra definição ou conceito? O que é isso? A que nos propormos agindo assim ou permitindo que assim seja? O que fica de mensagem em meio a toda essa orgia tida como festa popular?
O que é o carnaval? Uma festa! Melhor ainda, uma festa que é feriado? Ou ainda mais: uma festa que é feriado e na qual tudo é permitido? O que somos nós em meio ao que temos nessa tal festividade? Somos apenas fazedores de barulhos incoerentes, embriagados, perdidos nos ruídos já existentes do mundo lá fora que não se cala durante esses dias. Nada mais além disso? Penso que não...
O grotesco toma ares de ''engraçado''. As liberdades sexuais são permitidas... Tudo é lícito, pelo que parece! Enquanto isso, famílias ficam perdidas em meio às orgias do carnaval, tentando trazer de volta as marchinhas ou o que havia de bom em tempos de outrora, onde todos sambavam numa alegria pura e verdadeiramente alegre. Olho o que temos hoje e sinto-me deprimido! Em nossos dias, muitos pais e mães perdem-se em meio à multidão de embriagados, mesmo que acompanhados de seus filhos, não se importando com o exemplo que a eles deixam... Aqueles mais fiéis aos bons costumes, provavelmente espantados, frequentam as festividades da ocasião enquanto tentam proteger seus filhos, expostos aos excessos de todas as origens. Alguns outros ainda mais conscientes optam por ficar em casa, fazendo com seus entes queridos algo como um carnaval do lar, da família, algo assim...
O grotesco toma ares de ''engraçado''. As liberdades sexuais são permitidas... Tudo é lícito, pelo que parece! Enquanto isso, famílias ficam perdidas em meio às orgias do carnaval, tentando trazer de volta as marchinhas ou o que havia de bom em tempos de outrora, onde todos sambavam numa alegria pura e verdadeiramente alegre. Olho o que temos hoje e sinto-me deprimido! Em nossos dias, muitos pais e mães perdem-se em meio à multidão de embriagados, mesmo que acompanhados de seus filhos, não se importando com o exemplo que a eles deixam... Aqueles mais fiéis aos bons costumes, provavelmente espantados, frequentam as festividades da ocasião enquanto tentam proteger seus filhos, expostos aos excessos de todas as origens. Alguns outros ainda mais conscientes optam por ficar em casa, fazendo com seus entes queridos algo como um carnaval do lar, da família, algo assim...
Além disso, o que poderíamos dizer a respeito da infinidade de dinheiro público gasto nisso? Quantas pessoas morrem nas estradas por motivo do carnaval, ou matam em brigas nas ruas, ou geram filhos pelo sexo despreocupado, ou ainda contraem alguma DST pelo sexo desprotegido? São infindos os pontos negativos, mas quem sou eu para dizer algo...Apenas penso e escrevo! A opinião é minha, mas a realidade não me pertence!
Caso eu pudesse acabar com esse feriado, cancelando-o de nosso calendário, eu o faria! Porém, caso a mim fosse delegado esse poder, em fazendo isso - o que a mim causaria muito prazer- eu tornaria a mim mesmo um algoz para a sociedade, um vilão eterno, o destruidor da orgia liberada, ou algo assim. Ora, ora...resta então desabafar em um texto as infindas coisas que sinto e penso acerca do deprimente carnaval que vejo. Espero que pelo menos minhas frases tenham sentido, formando um todo coerente, pois, pela janela, apenas vejo um mundo desconexo repleto de pessoas sem rumo, sem pudor, sem quase nada...
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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