Eu sei, é tarde demais! As portas nas ruas estão trancadas, os cães já foram dormir...
Fiquei apenas eu aqui com algo de solidão, no banco da praça, em plena madrugada!
O carnaval passou, mas permaneci parado, assentado, numa mesma posição, tão cansado.
A memória se coa, retendo momentos de tristezas passadas. Faço disso uma vitamina
De alegrias, tentando dar-me ânimo nesse feriado baseado em tantas festividades frias.
Porém, apesar de agir assim, decepcionando minha memória amiga, permaneço aqui e enfim:
Quieto, calado, à espreita de movimentos nas ruas, observo tudo indeciso, buscando um aval
Para que eu possa tomar parte nisso tudo um dia, nesse estranho mundo, na atualidade banal!
Eu tenho em mim muitos sonhos, mas eles estão todos banhados no álcool hoje...!
A bebida em minhas mãos cai como um doce remédio que faz de mim um herói dopado.
No amargor das tristezas minhas, de tanta cachaça: vejo-me poeta, ou então um bardo...!
Sou um bloco de carnaval sozinho! Pulando de memória em memória, a mente não se cala!
Tento resgatar as alegrias de primaveras passadas, mas a quem minha boca fala?
Nesse eterno carnaval da vida, não sou mais o mesmo folião
''- assim como o tempo e os fatos também não são!''
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

Nenhum comentário:
Postar um comentário