Perplexo, vejo a paz que nos falta.
Penso, todavia, estar no lugar que mereço!
Busco em mim, da calma, novo começo,
Entretanto, abafado, do peito, o coração salta!
Difícil acompanhar o tempo que tanto corre.
E eu? Sem parar, vou adiante passo a passo!
Entre ''tic-tacs'' repetidos: então, o que faço?
Vejo em mim a coragem que definha e morre.
Nos dias de agora, nossos heróis se acovardam!
Por medos do amanhã, desditosos, se encolhem,
E, pequenos que ficam, aos poucos todos morrem.
Esperanças, se restam: ou não chegam, ou tardam!
Seguindo sem paz, indeciso e desanimado,
Vivo assim mesmo, dia após dia, um tanto triste.
Trago na alma, porém, um brado e o dedo em riste,
Mas, sem voz no mundo, sou apenas um mero fardo.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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