quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Nonsense


Trago os ombros massacrados, carregando fardos em exagero.
Tendo marcas na alma, por sonhos destroçados,  vejo-me em desespero.
Em lutas comigo mesmo, vivo no mundo à esmo, tendo pés calejados, um tanto quanto surpreso.

Basta de mexericos, esses cruéis folguedos que nos são atentados à moral!
Em sofrendo, por infindos medos, mesmo que passageiros, trago ferida minh'alma imortal.
Em sendo eu essa vã criatura, mal sei em meus dias traçar enredos. Vejo-me um tolo, cego e anormal!

Doravante, sem vida, viverei muito bem. Quero partir!
De mim, novamente, digo: nada quero, nem mesmo existir!
Não estando vivo, estarei feliz - é tudo o que almejo conseguir!

Despeço-me desse mundo, deveras nonsense...
Sob a terra que comerá esse corpo que me pertence,
Quero assim, desfeito, que sobre mim: ninguém mais pense!

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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