Quis vender minh'alma ao amor,
Mas roubaram-na de mim antes disso.
Resta-me a chaga aberta, apenas isso
É tudo o que ficou em meio à dor.
Dói, estampada na cara, a morte que vivo
Caminhando por entre tantos que não sabem
Que tudo externo é algo para que parem
E pensem que estou bem, pelo passo altivo.
Como pode o amor ser terra tão perdida.
Escasso nas ruas, nos guetos, nas cidades...
Ser algo tão sublime, mesmo em inverdades,
Todos sabem quão bem faz amar na vida.
É triste saber que a morte segue a existência,
Mas morto mais ainda é quem em vida não amou.
Quem em vida não deu-se ao desfrute ou calou
A boca aberta da fome de amar, em tal demência...
Corrói o osso a dor do desamor.
Dói a mente do profeta toda tristeza
Que vê-se em dissabor a total aspereza
Do não amar que transmite-se em dor.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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