Algo me inquieta,
Mas não sei por onde começar.
A vida torna-se incerta,
Enquanto tudo passa sem findar.
É o tempo que não cala
A voz do destino que se manifesta.
Em tudo há algo de dor, e algo me fala
Que estou só: nada me resta!
Extingue-se todo o amor,
Em meio a dor do dia.
Durmo pensando na flor
Que brota além da terra fria.
Sozinho, ao travesseiro,
Denuncio-me em suspiros meus.
Sou ouvidos que ouvem primeiro.
Grito: ''morte!'', ao sentir-me em breu.
Pena dos pesares infindos
Da vida de todos que se doam.
Aos sonhos que chegam: ''bem vindos!'',
Mas quanto irão durar antes que morram?
Na terra que piso, sonhos esfacelam-se.
Caem ao chão molhados em lágrimas.
Denotam o sofrimento que entregam-se.
E em meio às dores, restam lástimas!
E em meio às dores, restam lástimas!
Mundo material, inquieto, capitalista...
Como posso aguentar o atual momento?
Como posso aguentar o atual momento?
Mundo animalizado, torpe, materialista...
Só a morte isenta a todos do sofrimento.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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