quarta-feira, 10 de abril de 2013

Realidade trôpega



(Sei ser um tema conflituoso, mas tentarei abordar apesar disso...)

Mulheres não querem mais os homens legais. Antigamente, esses eram conhecidos como ''bons moços''. Hoje, os conceitos de bom e mau estão indefinidos, pelo que parece. Mulheres hoje não optam pelos ''bons moços'', pois sabem que, na realidade em que vivemos, eles são a última opção para as demais mulheres. ''Bons moços'' não são concorridos...

Mulheres hoje querem aventuras. Querem desfrutar de prazeres e externar a todos sua liberdade atual; algo como se ainda estivessem tentando mostrar à sociedade que elas alcançaram de fato a possibilidade de independência, a sua real conquista da liberdade. Daí, mulheres optam por aventuras - muitas vezes despreocupadas até demais... Bons moços não impõem riscos, ou aventuras. Talvez isso seja visto como sendo ''previsíveis demais'' - e com isso, como um defeito desses ...

Mulheres não querem mais o sonho feminino antigamente comum de casar, criar uma família, ter filhos, perder a virgindade com o homem que estará consigo por toda uma vida ... De fato, mulheres hoje querem aventuras - pelo menos num primeiro e longo momento...!

Ao desfrute de transas irresponsáveis, entregam-se a homens de índole sabidamente dúbia, ou mesmo desconhecida, em noites de total desvario ao puro deleite da carne. Penso que essa promiscuidade atual é uma das formas que as mulheres encontraram de ''testar'' sua liberdade aos olhos de todos, da sociedade - como a criança que mal aprendeu a andar e, mal sabendo dar seus passos sozinha, arrisca-se em corridas como testando os olhos atentos dos pais. Um sentimento de liberdade e independência trajados em claros sinais de imaturidade psicológica ou infantilidade social do conceito ainda em formação da mulher atual. Talvez essa seja uma definição para a causalidade desses excessos de desvarios que vemos...

Ao que parece, aventuras autodestrutivas têm gerado prazeres muito almejados nos dias de hoje. Vemos exemplos como: pular de para-quedas, ou de bunging-jump... Transas irresponsáveis, aos meus olhos pelo menos, seriam outra forma de aventuras potencialmente autodestrutivas. O ''eros'' e o ''tânatos'' de Freud sempre entrelaçam-se - cabe a nós esperar e ver quem vence...

Mulheres entregam-se a transas com homens quaisquer, quer seja perdendo sua virgindade ou continuando com o hábito já iniciado após a perda; em noites banhadas a orgasmos e, com eles, a uma sufusão de substâncias sanguíneas causadoras da sensação do prazer, alcançam motivos para sentirem-se libres e independentes, ou ''donas'' de si - tal qual a criança que corre a ''testar'' sua liberdade no mundo, antes citada nesse texto. Porém, por descuidos ou não, vez ou outra, com mais ou menos frequência, a menstruação do mês seguinte atrasa! Daí, aqueles dias da manutenção desse atraso tornam-se um martírio auto-induzido e, aparentemente, prazeroso, pois vez ou outra repete-se, e repete-se, e repete-se... Surge disso o estresse presente e crescente de pensar-se grávida de um homem qualquer - homem esse que não será o pai assumido, por boa vontade, daquela possível criança.Porém, após esse surto inicial de responsabilidades assumidas, adquiridas ao estresse da trama do deleite, a nova menstruação enfim chega-se, perdendo-se nela as conclusões e promessas de ter mais ''cuidados'' da próxima vez ou ainda na velha e tradicional frase: ''nunca mais farei isso...!''. Dias, semanas ou, mais tardar, meses depois, mais uma vez aquele martírio auto induzido ressurge, ocorrendo após outra transa com outro homem qualquer e desconhecido... Essa realidade descrita aqui, tem tornado o mundo ''colorido'' e caloroso da modernidade da mulher ''liberta'' em uma mera tela triste pintada em modestos cinquenta tons de cinza...

É estranho, é triste, mas é o que vejo. Daí, após anos em situações como as descritas acima, desfrutando de prazeres com homens quaisquer, mulheres começam, em vendo-se sozinhas de fato, a culpar os ''bons moços'' como se eles não mais existissem - embora sempre estivessem ali por perto! Uma tentativa talvez de criarem-se permissões ou sustentar subterfúgios para aceitar o tempo perdido em comportamentos ocorridos entre desvarios pregressos. 

Após os anos passarem, querem assumir o paradigma da ''mulher de família''. Querem então: ter filhos, tornarem-se esposa, mães, vivendo o sonho antigo, quiçá démodé, do lar. Porém, por vezes esse sonho está ''cinza'' demais para ter cores suficientemente alegres; daí, formam-se casais e famílias às pressas, desde cedo trôpegas, que culminam com os inúmeros divórcios que temos em meio às inúmeras histórias tristes de filhos divididos entre pai e mãe que não se amam, vivendo um lar inexistente e sem amor...

É o mundo que temos? É o mundo que vejo! Espero muito e sinceramente estar errado e que esse texto seja mera ficção, não sendo portanto verdade! O que é ou o que será disso tudo às novas gerações?  

Pedro Igor Guimarães Santos Xavier


Nenhum comentário:

Postar um comentário