quarta-feira, 15 de maio de 2013

Disparate


Às vezes sinto que calo e, no calor do dia, a dor desvanece.
Lágrimas caem, molham-me o chão, mas nada floresce...
Não mais sinto-me vivo. Pego-me então sonhando disparates.

Espero do chão algo que brote. E de mim, o que espero?
Dia após dia, vêm-se as dores, mas, sem elas, o que quero?
Sou como o jardineiro que planta, espera, mas nada colhe!

O mundo tem dores demais. Sobram as felicidades falsas que vejo.
Em sentimentos tolos e frios, todos vendem-se e, sem gracejo,
Todas as cores tornam-se pálidas, tal qual uma tela sem vida!

Perdão pelo desespero que traço em linhas, forjando um poema!
Não agrado ninguém com as palavras que seguiram-se do tema:
''Vida que segue sem amores é desperdiçada, não vale a pena!''
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier



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