Externo por mim alegria que não existe.
Trago ao peito tristeza que não se cala.
Choro e desoriento-me, é a dor quem fala:
''Não mais existo: tornei-me um chiste!''
Quê de fato faço eu da vida em que existo?
Existo para a vida? De fato, faço o quê dela?
Sou mero filete de carne! Perdão pela querela.
Digo em prantos: não sou por mim benquisto!
Espero o tempo que passa em meio a devaneios.
Não sei mais agir, ou sorrir, ou fazer algo além...
Tornei-me algo vão, nulo, um indefinido alguém!
Sem forças: sigo, pois a vida não tem freios!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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