Somos seres ainda demasiado sexuais.
Até que ponto isso nos vale a pena?
Tantos prazeres que o sexo nos traz
Revelam ou não nossa alma pequena?
Há pouco de amor hoje no sexo.
Conquistas sem calor humano, deveras!
Não que o amor tenha evidente nexo,
Mas é puro sentimento, alvo de quimeras.
Donde hoje conclui-se: ''é amor!'',
Nada mais têm-se que interesses.
Corpos esculpidos na carne, ao sabor
Dos gostos que querem provar todos esses.
Homens, mulheres, perdidos em carências
De pai, de mãe, de alguém que os ame.
Porém perdem-se em meio às vivências
De prazeres fúteis, por vezes em vexame.
Falta-nos coragem na busca do amor.
Falta-nos amor na busca da coragem.
É o ciclo que torna eterno dissabor
Os dias passados em vida, essa viagem...
Amor e sexo contemplam-se num todo
Que faz uma vida a dois valer a pena.
Aos moldes de hoje, tudo parece engôdo...
Em vida que perde-se em morte lenta e amena.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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