Sou eu, no tempo que passa,
Passando o tempo enquanto pereço.
Ouço retumbando ao fundo, da praça,
O sino da igreja que desconheço.
Penso que as horas em religião
São idênticas às que existem ademais.
Reflita: não é a fé que te torna são,
Mas a força que trazes a mais!
A mente não pára, mas passa
Como o tempo que vai-se, previdente.
Enquanto passa, aos poucos rechaça
As memórias tristes do tempo antecedente.
Apesar do tempo, com a fé devida,
A força presente, alhures, se manifesta.
Falta-me o quê, então, na vida?
Achar-me em mim no que me resta.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier

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