Em passos curtos e lentos, a vida me corre por entre os dedos.
Os dias não mais são claros e a noite escura desperta medos.
É hora de rever e reavivar! Hora de parar, acima de tudo!
Alargo os nós dos calçados, da gravata, abandono o terno...
Quisera eu ter asas e voar, ou algo assim. Fuga do inferno!
Ir além das esperanças alheias, alcançar as nuvens que me cabem!
O céu está ao alcance não só dos mortos, mas também dos vivos.
Basta-nos abandonar o orgulho, comportamentos altivos,
Sacudir a alma e voar rumo à liberdade que todos trazem em si.
A paz não é uma conquista, mas uma árdua construção.
Vem aos poucos, lentamente, é essa a condição:
Aguardar o dia em que ela, enfim, estará pronta!
Mentir e desfrutar de paz ilusória, de que vale a pena?
Melhor esperar o devido momento, de alma serena.
O dia de amanhã reserva a si seus cuidados.
Serenidade tornou-se quimera?
Ao hoje, reservam-se a missão e a espera:
Acalmar o coração, essa atroz fera.
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